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pipoca
Renato Pavarino
Estudante do 4º de Jornalismo Unilago
A simples ideia de vender pipoca usando um carrinho tem chamado a atenção e conquistado o paladar dos alunos da faculdade Unilago, em São José do Rio Preto (SP). Até a dona, Alana Silveira, de 45 anos, afirma que não imaginava que haveria tanta procura. Tampouco, que os discentes enfrentariam fila para consumir seus produtos.
Antigamente, Alana trabalhava como operadora de telemarketing em uma empresa de produtos agropecuários, mas teve que sair por motivos pessoais. A alternativa que encontrou foi comprar um carrinho de pipoca para continuar arcando com as despesas.

“Quem sugeriu a ideia foi meu marido. No início, eu tive um pouco de receio. Pedi para um pipoqueiro vir na primeira semana. Logo no primeiro dia de venda, ele arrecadou cerca de R$ 700. Depois disso, percebi que valia a pena investir “, conta Alana.
De segunda a sexta-feira, ela sai de casa no bairro Jardim Roseane com destino à Unilago. O pequeno comércio sobre rodas é montado nas dependências da faculdade, próximo às salas de aulas do prédio 3. No carrinho, os clientes podem optar pelos tamanhos, sabores e preços diferentes.
“Temos a pipoca doce com sabor leite ninho que sai por R$ 4 e a pequena que vendo por R$ 3. Também oferecemos as salgadas. Os preços são variados, começam com R$ 2 e vão até R$ 4. Acho que esse é o diferencial, oferecer variedades de preços, diz Alana.
Quem passa no local onde o carrinho está montado, logo sente o aroma que as panelas exalam. Não perceber a fila que os alunos fazem para provar a pipoca na hora do intervalo é impossível.
A estudante do 4º ano de jornalismo Kelly Fachinetti, de 37 anos, diz que vale a pena esperar a vez de ser atendida. “Eu estava na sala de aula e, quando sai, olhei a fila, senti o cheiro e quis experimentar. Depois de esperar por 30 minutos, eu comi e, realmente, a pipoca é muito boa”, afirma Kelly.
 Outro fator que conquista os universitários é o preço cobrado pelos saquinhos. “É um valor que acho razoável, a grande custa R$ 4 e vem bastante. Você consegue ficar satisfeito”, diz a estudante.
De acordo com a dona do carrinho, a procura é tamanha que, em média, ela chega a estourar 20 pacotinhos de milho por noite, totalizando mais de 10 quilos. O valor que ganha com isso, ela não revela. No entanto, conta que coloca muito amor no preparo dos saquinhos. “Tudo é feito com muito carinho e dedicação”, finaliza Alana.