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Vida nada fácil atrás do picadeiro
Larissa Lima
Estudante do 3º de Jornalismo Unilago

Debaixo da lona vermelha do circo Maximus estão as cortinas. E atrás delas, a vida dos artistas é recheada de adaptações e paixão pelo picadeiro. Atualmente, o trailer é a casa, e a estrada passa a ser o quintal destes artistas, que mudam constantemente de uma cidade para outra. Nascido em Rio Preto, o auxiliar de administração e mídias do circo, Átila Pena, 48 anos, conta o avanço: “O circo evoluiu muito. A vida circense nunca foi difícil para mim, pois foi passada de geração em geração.” Ao todo são 70 funcionários e 28 artistas que tiveram de se acostumar com a vida itinerante e acabaram se encontrando no picadeiro.

Costurando o figurino está o palhaço chileno Francisco Espinoza Cárdenas, 28 anos, que conta que sempre soube que ali era o seu lugar. “Atualmente, sou o único de minha família no picadeiro. Quero me estabilizar em um circo para ter minha própria família futuramente”, diz Cárdenas.

Crédito: Larissa Lima Dos Santos